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Pacote habitacional mira classe média

Pacote habitacional mira classe média

O governo federal anunciou nesta semana um novo pacote de medidas para o setor habitacional, incluindo um aporte adicional de R$ 20 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida. O orçamento total do MCMV em 2026 chegará a R$ 200 bilhões de reais.

Os recursos virão do Fundo Social do Pré-Sal e a meta de moradias contratadas foi ampliada para três milhões até o fim de 2026. O aporte será focado na Faixa 3 do programa, ampliando o acesso da classe média ao financiamento habitacional.

Em um cenário de juros elevados e crédito mais escasso, diversificar as fontes de financiamento contribui para viabilizar a compra da casa própria, sobretudo nas faixas de renda intermediárias do programa.

O Conselho Curador do FGTS já havia aprovado a ampliação da renda máxima de famílias que podem ser elegíveis ao programa, além dos valores máximos de financiamento dos imóveis.

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200;
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000;
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600;
  • Faixa 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000.

Os limites nos valores dos imóveis foram elevados em 14% na Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil; e 20% na Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

O uso do sistema construtivo de parede de concreto em edifícios mais altos recebe, portanto, mais um impulso com o incremento do MCMV na classe média.