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Novo modelo de crédito imobiliário traz otimismo para construção civil

Novo modelo de crédito imobiliário traz otimismo para construção civil

O governo federal anunciou um novo modelo para o crédito imobiliário, com implementação gradual até 2027, que promete aumentar a oferta de financiamento habitacional, atrair novos agentes financeiros e estimular o mercado da construção civil.

O conjunto de medidas foi apresentado em evento na cidade de São Paulo, que contou com a participação de entidades representativas do setor, tais como ABRAINC, CBIC, SindusCon-SP e Secovi-SP — e de autoridades do Banco Central e do Ministério da Fazenda.

Teto do SFH sobe para R$ 2,25 milhões

Uma das medidas de maior impacto para o setor é a ampliação do teto do SFH, que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. A alteração amplia o alcance do sistema para imóveis de padrão médio e médio-alto, atendendo a uma faixa de mercado que vinha encontrando dificuldades de financiamento.

A mudança deve fortalecer o mercado de incorporação residencial nos grandes centros urbanos, onde o custo dos terrenos e das obras já ultrapassa com frequência o limite anterior.

Cada vez mais utilizado em edifícios altos, o sistema construtivo de parede de concreto deve colaborar para o sucesso de empreendimentos de padrão médio e médio-alto neste novo ciclo do mercado imobiliário residencial.

Redesenho do direcionamento da poupança

De acordo com o Banco Central, no novo modelo, o percentual do saldo dos depósitos de poupança a ser aplicado em operações de crédito imobiliário será elevado gradualmente de 65%, previsto no modelo atual, até chegar a 100%, sendo que o equivalente a 80% desse saldo deverá destinado para financiamentos habitacionais contratados no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Transição até 2027 e aumento da oferta de crédito

O novo modelo será implantado de forma gradual até janeiro de 2027, para evitar desequilíbrios no sistema. Durante a fase de adaptação, o governo estima disponibilizar R$ 111 bilhões em novos financiamentos habitacionais, cerca de R$ 52 bilhões acima do volume atual.

A expectativa é que, com mais liquidez e regras mais flexíveis, o mercado imobiliário tenha maior capacidade de financiar novos empreendimentos, sobretudo de médio padrão, impulsionando a cadeia produtiva da construção civil.

Expectativas do mercado

Embora o novo modelo traga avanços significativos, as entidades ponderam que a transição exigirá acompanhamento técnico constante para evitar desequilíbrios de liquidez e assegurar que os recursos liberados mantenham o destino para a habitação.

A consolidação do novo sistema até 2027 deve abrir espaço para um ciclo de expansão do crédito imobiliário e aumento da demanda por novos empreendimentos residenciais, com reflexos positivos para todo o mercado.