DESTAQUE > Gustavo Sandoval

Novos mercados

O sistema Parede de Concreto tem sido cada vez mais utilizado como uma ótima alternativa para a construção de obras que buscam velocidade, redução de mão de obra e bons resultados financeiros. Para esse desempenho sistêmico, a cadeia de fornecedores tem apresentado inúmeras soluções, que melhoram o desempenho e a competitividade dessa tecnologia.

 

Importante fabricante de fôrmas de alumínio, a SF Sistema de Fôrmas para Concreto é uma dessas empresas atuantes, fato que lhe permitiu buscar a expansão internacional de seu produto. Com esse objetivo, a empresa participou, nos dias 22 e 25 de maio de 2015, da World of Concrete na Cidade do México.

 

Nesta entrevista, o gerente de Operações Gustavo Sandoval fala sobre esta iniciativa e sobre a participação da SF Fôrmas no mercado brasileiro.

 

Qual é a trajetória da SF Fôrmas?

Gustavo Sandoval – A história da SF começou na década de 70, num período de intenso crescimento econômico que repercutia positivamente na construção civil. Era preciso evoluir. Para acompanhar o dinamismo dessa fase, buscaram-se soluções práticas que agregassem agilidade aos processos.

Foi assim que, em 1977, com um olhar empreendedor, Salim Felício criou a primeira empresa a fabricar fôrmas de alumínio para concreto no Brasil, promovendo um importante avanço na área da engenharia.

O mercado desde então tem sido muito favorável. Hoje, além da matriz em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ainda temos duas filiais: uma no Estado de São Paulo e outra no Paraná, atendendo a clientes de todas as regiões do Brasil.

O objetivo da SF é oferecer não só soluções industrializadas para uso de fôrmas na construção civil, mas servir de forma ética, ágil, eficiente e ambientalmente responsável, atingindo a completa satisfação de nossos clientes e contribuindo com o desenvolvimento sustentável do país.

 

Por que a SF decidiu participar da World of Concrete na Cidade do México?

Gustavo Sandoval – A SF visiona ampliar fronteiras e alcançar destaque no mercado internacional de fôrmas, assim como já tem sido no Brasil. Nossos esforços são concentrados em ir além do reconhecimento nacional, por isso entendemos que a participação na Concrete Show México foi um importante passo na realização desse objetivo.

 

A SF tem planos em relação ao mercado mexicano ou países vizinhos?

Gustavo Sandoval – Temos sim. Com a nossa participação na World of Concrete conseguimos firmar parcerias e colocar em funcionamento um escritório comercial no México, além de outros para atender os países da América central e América do Sul.

 

Quais são os resultados obtidos com participação no evento?

Gustavo Sandoval – Nosso estande na feira teve mais de 200 visitas e muitas delas de representantes de construtoras. Com a grande visibilidade, a SF recebeu muitas solicitações de orçamentos e agora já temos projetos aprovados.

 

Que comparações podem ser feitas entre o mercado brasileiro e o mexicano em relação a tecnologias construtivas e qualidade de materiais?

Gustavo Sandoval – No México, o uso de paredes de concreto é mais comum. Há anos eles lidam com esses projetos e o sistema já está bastante consolidado, em contrapartida, no Brasil ainda existe alguma resistência ao uso de paredes de concreto.

 

O México já utiliza este sistema há muitos anos. Como estamos tecnicamente em relação a eles?

Gustavo Sandoval – Tecnicamente não há diferença, estamos iguais a eles. Os dois países têm que evoluir ainda, as possibilidades são muitas. Nossas tecnologias (subsistemas), por exemplo, estão mais avançadas do que as do México, contudo, a produtividade mexicana é superior.

 

No México, o sistema está sendo utilizado em grande escala? Quantas unidades/ano são construídas neste momento?

Gustavo Sandoval – Segundo estatísticas, no México são construídas entre 400 e 500 mil unidades habitacionais por ano; destas, 30% pelo sistema Paredes de Concreto.

 

O mercado mexicano das paredes de concreto ainda é o de habitações populares?

Gustavo Sandoval – Na grande maioria, sim. Ainda se atribui ao sistema de paredes de concreto as construções habitacionais de baixa renda, devido principalmente à agilidade que confere ao projeto, mas estamos evoluindo e desmistificando essa imagem ao executar obras que atendem a outros níveis da sociedade.

 

Como você avalia o momento brasileiro deste sistema para os próximos três anos?

Gustavo Sandoval – O Brasil nos últimos seis anos foi bastante estimulado pelo governo por meio de projetos de aceleração do crescimento e desenvolvimento e as perspectivas são de que esses programas que atendem a setores de habitação e infraestrutura continuem para fomentar o setor de construção.

 

Isso valeria para todo o território nacional? O sistema está totalmente consolidado?

Gustavo Sandoval – Ainda não está consolidado, mas estamos trabalhando para isso. Pela extensão do país ainda é difícil alcançar todas as regiões, ainda mais considerando as particularidades e resistências encontradas. São por questões culturais que o sistema de paredes de concreto não está consolidado no Brasil, e não pelo sistema em si. É comum ver obras sendo executadas a todo o momento, muitas vezes sem o planejamento necessário, por isso opta-se ainda pelos sistemas mais tradicionais de alvenaria, isto porque o sistema de parede de concreto requer um tempo maior de planejamento, que é compensado pela rapidez da execução.

 

O mercado brasileiro continua sendo atraente para a SF?

Gustavo Sandoval – Sim, o fato de buscarmos atender outros países não significa que vamos abandonar o Brasil. Abrimos uma nova filial no Paraná, recentemente, e temos novos escritórios comerciais em várias regiões para dar mais suporte aos nossos clientes.

 

Como você avalia a iniciativa de criação do Núcleo de Referência de Parede de Concreto? Como ele tem contribuído para suas iniciativas?

Gustavo Sandoval – O Núcleo é uma iniciativa inovadora e surgiu com o intuito de organizar informações, disseminar conhecimentos e prestar serviços de consultoria para construtoras que têm interesse na utilização do sistema parede de concreto moldado no local. É o início de uma longa caminhada: a popularização deste sistema, através de boas práticas e referências positivas nos próximos  anos. Hoje, com o Núcleo, temos mais força representativa.

 

Gustavo Adolfo Marin Sandoval é engenheiro mecânico graduado pela Universidade del Valle, Colômbia. Possui MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e detém mais de 15 anos de experiência com fôrmas de alumínio para concreto.

Gustavo Sandoval, gerente de Operações da SF Sistema de Fôrmas para Concreto
Envie sua pergunta
Depois de ler a entrevista ao lado, caso você tenha alguma dúvida ou deseje algum esclarecimento sobre o tema tratado, escreva para nós.

As perguntas serão encaminhadas ao entrevistado e as respostas, publicadas em um prazo de 30 dias neste site.

Utilize o formulário abaixo: